Arquivo de outubro, 2009

Epica Premiado Em Festival

Postado em Notícias com as tags , , , , em outubro 21, 2009 por ruivb

Notícia do site Whiplash:

http://eloco.comze.com/epica.jpgO Epica divulgou a seguinte nota:

“EPICA ganhou um prêmio no Metal Female Voices Fest!

O Epica ficou em primeiro lugar na categoria Melhor Show e recebeu o prêmio pouco antes do bis na apresentação no MFVF (sábado passado, 17 de outubro). Gostaríamos de agradecer a todos os fãs que votaram no Epica e também gostaríamos de agradecer Philty e toda a galera do MFVF!”

O site Drummerzone.com postou um workshop de bateria online com Arën van Weesenbeek, no qual Ariën discorre sobre algumas partes da bateria do novo álbum do EPICA, “Design Your Universe”, dá algumas dicas de aquecimento, vai do metal insano ao samba no seu equipamento e revela também outros talentos. Veja o vídeo em http://www.drummerszone.com/news/newsItem.php?n01ID=7392&type=5

Tobias Sammett Dá Novos Detalhes Sobre O Próximo Disco Do Avantasia

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , em outubro 21, 2009 por ruivb

Notícia do site Whiplash:

http://www.tvrock.com.br/new/imagens/img_4572_78tobias%20sammet.jpgDe acordo com o site oficial, Tobias acaba de decidir que há muito material para colocar no novo álbum. Então o próximo album do AVANTASIA será duplo. “Eu sempre dei o meu melhor, mas este novo capítulo na história Avantasia é demasiado e demasiado ambicioso para ser apenas um álbum regular. Tenho trabalhado nele por anos, e tornou-se dois álbuns! Eu não sei se vou liberar um primeiro, ou ambos, simultaneamente, ou talvez, em um pacote especial”.

“A produção é tão grande e eu tenho tantos convidados desta vez. Será a continuação da história do ‘Scarecrow’. Eu sabia que a história seria distribuída ao longo de dois álbuns quando começamos a trabalhar nele em 2006, porque tivemos uma verdadeira Rock Opera de mais de 20 canções. Mas, desde então, continuamos a compor, e saiu ainda maior e melhor o material. Às vezes você não tem uma única idéia boa para o mês, enquanto em outro ponto ele simplesmente continua a fluir”.

“‘The Scarecrow’ foi um enorme sucesso, com o apoio que recebi, estou inspirado para fazer grandes coisas no momento! Olhando para a indústria da música hoje, com todos os CD gravados e baixados acho que num futuro próximo, muitos de nós roqueiros tradicionais e bandas de metal não seremos capazes de gastar esse orçamento de produção, eu tenho medo de não ser capaz de suportar muitos convidados e uma produção tão grande, com orquestra e um coro e tudo mais. É por isso que esta produção toma tanto tempo, pode ser o último grande épico que serei capaz de suportar, e eu quero que seja a maior obra em que já trabalhei”.

Até agora, Tobias confirmou os seguintes músicos para o próximo album do AVANTASIA: Klaus Meine (SCORPIONS), Ripper Owens (ex-JUDAS PRIEST, YNGWIE MALMSTEEN), Eric Singer (KISS), Michael Kiske (ex-HELLOWEEN), Jorn Lande (MASTERPLAN), Bob Catley (MAGNUM), Sascha Paeth, Felix Bohnke (EDGUY), Alex Holzwart (RHAPSODY OF FIRE, SIEGES EVEN). Mais convidados serão confirmadas em breve.

O que eu acho: Tobias sempre quis fazer álbuns grandiosos no Avantasia, espero que a magnitude que ele diz que o álbum vai ter não faça com que ele seja chato ou cansativo de se ouvir.

O Velho Dave Mustaine Está De Volta

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em outubro 17, 2009 por ruivb

Notícia do site Whiplash:

Dave Mustaine voltou a comentar sobre o que parece ter sido uma ameaça a uma jornalista norueguesa por publicar uma entrevista com o líder do MEGADETH que focou primariamente em sua breve passagem como guitarrista do Metallica.

Logo após a primeira resposta de Mustaine, a jornalista em questão, Kristin Winsents, respondeu que não se sente intimidada pela ameaça e que riu da reação de Dave.

“O fato dele não lembrar que a entrevista foi realizada por uma mulher mostra que ele não lembra da entrevista claramente”, Winsents disse a Andreas Øverland, do blog norueguês Lydverket.

“Eu na verdade tentei seguir as regras que foram colocadas para a entrevista, que era não falar sobre o Metallica, mas foi ele quem escolheu trazer o assunto a tona”, disse ela.

“Quando alguém tem sido uma das superestrelas do metal por quase trinta anos, ele deveria entender como é fazer uma entrevista. Eu sou uma jornalista, não sou do seu fã-clube”, disse Winsents.

Respondendo aos comentários de Winsents, Mustaine postou a seguinte mensagem no fórum oficial da banda:

“Você deve estar de brincadeira! Como se não houvessem pessoas imbecis o suficiente no mundo.

Agora eu tenho ‘coisa’ lendo minha mensagem em meu fórum de mim – um cara que é notoriamente um cara esperto (já que ela não parece ser muito inteligente, eu vou dar uma dica – eu quero dizer eu), E EU DISSE PROPOSITALMENTE ‘CARA’ POR UMA RAZÃO, PARA QUE ESSA ESCRITORA EGOCÊNTRICA diga, ‘bem, ele tem que estar brincando, pois eu (talvez não) sou uma garota.’

Você achou que eu iria gostar? Bem no fundo, você é tão mesquinha para ter que fazer isso comigo? NÓS REALMENTE precisamos de mais uma pessoa me perguntando sobre [Metallica], ou nós realmente precisamos de mais uma pessoa pulando em mim?

Ah sim, nós não teríamos você em nosso fã-clube: até o Megadeth tem padrões.

Ao invés disso, você insulta pessoas que são razoavelmente inteligentes, e diz que eu não lembro que você era uma garota. E as pessoas imaginam porque eu quero ter minhas entrevistas monitoradas: por causa dos cuzões que continuam me perguntando do Metallica. Você mostra o trecho que diz, ‘Eu estou cansado de ser o segundo’, e então espertamente corta para a ‘Crush ‘Em’ e toca a parte que diz, ‘você nunca será mais do que o segundo melhor?’

Você me enoja!

Além de não ser muito inteligente, ser uma instigadora, e simplesmente não muito esperta, você pode adicionar ‘crédula’ a lista dos créditos jornalisticos desse pedaço de tablóide que você juntou durante sua ilustre carreira (NÃO!). Ah, a propósito, se esses créditos importassem antes, eles não importam mais agora que você é só um lixo de novelista.

Quando você tiver créditos nos EUA, então você importará para mim.

E enquanto você estiver nisso, porque você não coloca a entrevista inteira no ar, para que as pessoas possam ver que eu disse que eu não queria responder isso; para que as pessoas vejam simplesmente como você realmente é. Simplesmente desgraçada! Eu espero que você não tenha nenhum filho que siga as marcas de suas garras.

Aquela foi uma longa entrevista e você a corta para seu próprio benefício. Você não falou nada do nosso novo álbum. Nada. E eu deveria dizer, ‘uau, que puta engraçada?’

Nós estávamos promovendo nosso novo disco ‘Endgame’, já que você provavelmente não sabe o nome dele (adicione a lista de vários bilhões de coisas que você não sabe) e você não disse merda nenhuma sobre ele. NADA.

Você acha que eu fui até a Alemanha e Reino Unido para sentar e você tentar me humilhar? Qual é a merda do seu problema???

Que vergonha de você e que vergonha de seu estilo de merda – OU A FALTA DELE. Mais como que vergonha daquele que tenha te dado algo melhor do que te desconsider ou um presente de despedida.

O problema, é, AGORA eu estou realmente puto, e ONTEM eu estava brincando.

E francamente, se você é uma jornalista notável, host ou apresentadora, eu sinto muito pelas boas pessoas da Noruega.

Finalizando, eu não vou te colocar no hospital, já que você claramente não sabe que aquilo foi uma BRINCADEIRA (e eu sei que você era/é uma mulher). Francamente, eu nem te daria um tapa, porque merda esparrama.”

Cerca de 50 minutos depois da mensagem acima, Mustaine escreveu a seguinte mensagem no fórum do Megadeth:

“Agora que eu estou acordado, eu tive a chance de pensar sobre o que eu disse e eu lidei com isso de forma errada.

Eu fui profundamente ofendido por aquilo que vi em uma entrevista ontem, e eu postei algo. Eu cometi um erro dizendo algo.

Eu li a resposta da jornalista, e eu estou feliz que ela deu risada, e eu quero deletar a minha mensagem antiga desta manhã, mas não até que eu escreva isso.

Kristin, nós nunca seremos amigos, mas obrigado por não levar isso a sério.”

O que eu acho: Mustaine sempre teve esses pitis. Não adianta ele dizer que “agora está mudado”, “sou um novo homem”, etc. se ele ainda tem esses acessos de fúria a troco de nada…
http://userserve-ak.last.fm/serve/_/20599455/Megadeth+Dave+mustaine.jpg
“E se você levou isso a sério, aí que eu vou querer te dar porrada…”

Està Com Saudades Do Rainbow? Tony Carey, Ex-Tecladista, Não…

Postado em Notícias com as tags , , , , , em outubro 16, 2009 por ruivb

Notícia do site Whiplash:

http://storage.filemobile.com/storage/115904/15Tony Carey, ex-tecladista do Rainbow, disse à revista Classic Rock que nunca haverá uma reunião da banda.

Carey, que tocou nos clássicos “Rising” e “On Stage”, acredita que já passou o tempo disso acontecer. “Eu adoraria ter a chance de entrar no palco novamente com Richie Blackmore [guitarra], Ronnie James Dio [vocais] e Jimmy Bain [baixo]“, ele disse. “Nós poderíamos ter Bobby Rondinelli ou Greg Smith na bateria, substituindo Cozy Powell. Mas eu posso lhe afirmar que isso nunca vai acontecer”.

Ele ainda continuou: “Ronnie não tem nenhuma perspectiva de trabalhar novamente com Ritchie. E Ritchie está tão compenetrado em sua música renascentista, com o BLACKMORE’S NIGHT, que eu duvido que ele chegue a cogitar a hipótese de unir o Rainbow novamente. Então, qualquer um que esteja imaginando uma possível reunião pode esquecer.”

Carey, que foi co-fundador do OVER THE Rainbow com o vocalista Joe Lynn Turner e Rondinelli, está atualmente conversando com o vocalista Doogie White (que esteve na última formação do Rainbow em 1994) sobre um novo projeto, e está também trabalhando num novo álbum solo.

“Eu tive que sair do OVER THE Rainbow, porque estive gravemente doente no início do ano – ao ponto de receber a notícia de ter apenas 10% de chances de vida – e não podia me comprometer com a agenda da banda. [Foi então substituído por Paul Morris]. Mas felizmente, essa nova banda com Doogie vai acontecer e eu posso voltar a tocar o orgão Hammond mais alto do mundo!”

O que eu acho: deixem Blackmore e companhia em paz…O Rainbow foi uma ótima banda enquanto durou. Não adianta  tentar reunir o que já deu certo uma vez em algum lugar do passado. O Blackmore  já está com 64 anos, daqui a pouco só vai ter força para colher flores no castelo dele, o cara já tá na terceira idade…Agora essa banda com o Doggie que o Tony disse que vai fazer eu quero conferir.

Confiram Os Próximos Shows Dos Artistas Do Selo Hellion Records

Postado em Notícias com as tags , , , , , , , em outubro 16, 2009 por ruivb

Notícia do site Whiplash:

O Brasil vive um ótimo momento em termos de produções internacionais. Mesmo com a crise mundial e as dificuldades do mercado fonográfico, várias bandas estrangeiras têm vindo ao Brasil para realizar apresentações e turnês com várias datas por todo país.

Sendo uma das maiores gravadoras e distribuidoras independentes do país, a HELLION RECORDS comemora o fato já que muitos de seus artistas estão em turnê pelo país. Os shows aquecem o mercado e estimulam as vendas de CDs, DVDs e outros produtos relacionados aos artistas.

Confira abaixo as datas de shows e turnês pelo Brasil dos artistas internacionais da HELLION RECORDS:

KREATOR
Abertura: Exodus
24.10.2009 Fortaleza [CE] – Siará Hall
26.10.2009 Porto Alegre [RS] – Opinião
31.10.2009 São Paulo [SP] – Via Funchal

TWISTED SISTER
Pela primeira vez no Brasil!
14.11.2009 São Paulo [SP] – Via Funchal

MOONSPELL
Abertura: TIAMAT
17.11.2009 São Paulo [SP] – Carioca Club

GRAVE DIGGER
20.11.2009 Fortaleza [CE] – Siará Hall
21.11.2009 São Paulo [SP] – Carioca Club
Abertura: DR. SIN, HELLISH WAR e Rexor

EVERGREY
12.12.2009 Bragança Paulista [SP] – Espaço Sanso
13.12.2009 São Paulo [SP] – Carioca Club

Iced Earth – Dark Saga (Letra e tradução)

Postado em Letra e tradução com as tags , , , , , em outubro 16, 2009 por ruivb

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The deal was rigged
There’s darkness in my soul
I want to die again

An empty soul shrouded in darkness
Alone and confused what am I?
Images flash memories jaded
He took my life God damn his lies

Fight son of the damned
Bring down the heavens
Smash in the gates, burn’em down
You must accept the fate
that you’ve chosen
You will obey your destiny

I cheated myself for love
Love unconditional
Now just to see her face
I’ve lost it all

I know there’s goodness in me
Though I’m not the same
I will defy the master
I will refuse to be his slave

No, I was betrayed I can’t accept this
My future’s unclear, it’s a lie
I’ll follow my heart
Stand and be counted
The curse will lift I will survive

SAGA OBSCURA
O trato não foi cumprido
Há escuridão em minha alma
Eu quero morrer novamente

Uma alma vazia coberta pela escuridão
Sozinho e confuso, o que sou eu?
Flash de imagens, lembranças exaustas
Ele levou minha vida, malditas suas mentiras

Lute filho do maldito
Traga os céus para baixo
Destrua os portões, queime-os
Você deve aceitar
o destino que escolheu
Você irá obedecer ao seu destino

Eu me iludi por amor
Amor incondicional
Agora apenas para ver seu rosto
Eu perdi tudo

Eu sei que há bondade em mim
Embora eu não seja o mesmo
Eu desafiarei o mestre
Eu recusarei ser seu escravo

Não, eu fui traído, não posso aceitar isto
Meu futuro é obscuro, é uma mentira
Eu seguirei meu coração
Fique e terá valor
A maldição será levada, eu sobreviverei

Rob Halford Agora É Designer De Roupas

Postado em Notícias com as tags , , , , , em outubro 16, 2009 por ruivb

Notícia do site Whiplash:

David Marchese, do site SPIN.com, recentemente entrevistou o vocalista do Judas Priest Rob Halford. Veja alguns trechos abaixo.

SPIN.com: Você sempre se interessou por design de roupas?

Halford: “Tudo o que você me viu usando ao longo dos anos vem de conversas entre mim e as pessoas que fazem minhas roupas. Sempre me interessei neste assunto. Não sou um modista, mas gosto muito de vestir roupas legais e confortáveis então é muito natural me ver envolvido nesse lance de design de vestuário. Também é uma boa extensão de minha empresa de produção Metal God. Queremos ser um banco de ideias – seja na música, DVDs ou roupas em geral”.

SPIN.com: E foi difícil se afastar do clichê de produzir dentro do estilo heavy metal de se vestir?

Halford: “Queremos oferecer algo que todos possam se identificar. Uma enorme quantidade de modelos-teste já estão na fase de lançamento e há algo do espírito do rock and roll neles – é tão empolgante e vibrante! Queremos atingir um público bem mainstream”.

SPIN.com: Então não há planos para vermos nessas roupas aquelas características bem ao estilo Rob Halford de ser com muito couro e metal?

Halford: “Quem sabe? No meu mundo gay, isso é fashion. [nota: Halford assumiu sua homossexualidade em 1998]. Tudo é, ‘O que você está vestindo? Pra onde você está indo hoje à noite?’ e blá blá blá. Não acho que deva ser estereotipado, no entanto! Mas tudo é possível”.

SPIN.com: Me fale sobre o álbum de natal. Você já queria fazer isso há tempos, certo?

Halford: “Falando do meu modo de ver as coisas, sim, sempre quis fazer isso. Quando a ideia me veio pela primeira vez não foi como, ‘Vamos fazer Rudolf, a rena de nariz vermelho [nota: referindo-se à clássica canção natalina].’ Não, meu lance é outro. Estamos sendo muito seletivos quanto à escolha das canções pois elas precisam ser belas, atemporais e nos possibilitar trabalhar em arranjos grandiosos”.

Michael Wilton Fala Sobre A Nova Turnê Do Queensryche

Postado em Notícias com as tags , , , , , , , , em outubro 5, 2009 por ruivb

Notícia do site Whiplash:

http://i116.photobucket.com/albums/o17/axem_pizza/MichaelWilton.jpgO guitarrista do QUEENSRŸCHE, Michael Wilton concedeu uma entrevista ao site Ultimate Guitar e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa:

Esta turnê do “American Soldier” é um empreendimento, um show multi-mídia e você está se concentrando somente em três álbuns: “Rage for Order”, “Empire” e “American Soldier”?

Wilton: “Sim, tiramos isso de uma enquete que fizemos em nosso website para saber o que os fãs queriam ouvir. E como eles foram bombardeados com o ‘Operation: Mindcrime’, eles queriam voltar um pouco mais para o álbum ‘Rage For Order’ e ouvi-lo novamente ao vivo. E como o ‘Empire’ foi nosso álbum que mais vendeu, todos queriam ouvi-lo também. E como também queríamos promover o novo álbum, nós meio que unimos isso e os dois outros álbuns e tem funcionado muito bem”.

Você também está escrevendo um álbum solo, enquanto está na estrada?

Wilton: “Sim, estou. Fiquei alguns dias em casa antes de iniciar esta parte da turnê e eu consegui três ou quatro melodias. Vou procurar por um vocalista e quando eu for pra casa conseguirei outros músicos. Assim que terminarmos a turnê australiana, voltarei pra casa e continuarei trabalhando nessas faixas. Também tenho minha outra banda, SOULBENDER na qual estou trabalhando em algumas coisas e também estou trabalhando com o ‘Ripper’ Owens [YNGWIE MALMSTEEN/ex-JUDAS PRIEST]. Então, tenho vários projetos rolando, cara”.

Quando o assunto é excursionar, qual a comparação que você faz com excursionar há vinte anos atrás?

Wilton: “É muito diferente excursionar hoje do que era há vinte anos, como hoje fazemos um show atrás do outro. E há vinte anos atrás era um pouco mais descontraído, fazíamos dois shows e tirávamos um dia de folga, fazíamos três shows e tirávamos um dia de folga, então haviam vários dias de folga. Agora é como ‘bang, bang, bang’. Não tem parada. Excursionar exige muita disciplina e você tem que estar comprometido com a turnê e tudo depende de que cada indivíduo não deixe os outros caras pra baixo. É tudo sobre ‘Ei, estamos aqui por causa da música e estamos tocando como uma banda’. E é isso que o faz seguir, de outra forma a viagem ficaria entediante”.

O que mais você gostaria de alcançar musicalmente na sua carreira?

Wilton: “Com certeza quero gravar vários álbuns, e quero gravar com alguns outros músicos. Já gravei com o Tim ‘Ripper’ Owens e quero gravar com o Ronny Munroe, do METAL CHURCH, já toquei alguns solos no álbum dele. E estou conseguindo um número grande de pessoas interessadas então é isso o que eu quero. Eu quero colaborar, um pouco mais. E com certeza quero continuar ‘bangeando’ com o QUEENSRŸCHE”.

Voltando ao começo da banda, você esperava que ela fosse ter a longevidade que tem hoje?

Wilton: “Isso me surpreende. Mas nós somos apenas um processo que continua em evolução. Quando eu dou um passo atrás e penso sobre isso, é bastante surpreendente. Mas para mim é tudo, ‘Vamos cara, vamos começar a trabalhar e vamos dar as pessoas o que elas querem’”.

O que eu acho: que bom que os fãs do Queensryche têm bom gosto, hehehe…Se eles se concentrarem daqui para a frente e não se perderem produzindo porcarias como Q2K e Tribe, já está de bom tamanho para o futuro da banda.

Quarenta Anos do Heavy Metal

Postado em Notícias com as tags , , , , , , , , , em outubro 1, 2009 por ruivb

Reportagem do site Whiplash:

1969. Um ano de vários fatos marcantes, como a chegada do homem à lua. No mundo da música, mais especificamente no rock, os Beatles terminariam definitivamente sua existência, com o lançamento de sua última obra-prima, “Abbey Road” (posteriormente ainda sairia “Let It Be”, mas já com a banda dissolvida); o The Who nos entregava sua magistral ópera-rock “Tommy”; os Rolling Stones, que ainda enfrentavam a ressaca após a misteriosa morte de Brian Jones, realizaram o fatídico show gratuito no autódromo de Altamont e lançavam “Let It Bleed”. Tivemos o acontecimento do antológico festival de Woodstock, marcando o auge e também o início da decadência do movimento flower-power da contracultura hippie. No Vietnã, batalhas cada vez mais sangrentas, ao mesmo tempo em que a guerra fria vivia seus dias mais austeros. Em meio a dias tão turbulentos, despontam no cenário musical algumas bandas com uma sonoridade mais agressiva, que são tidas até hoje como os pilares do heavy metal. Dentre elas destaque para Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple, autoras de discos que se tornariam as “bíblias” da mais pesada vertente do rock and roll.


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O INÍCIO

O termo heavy metal ganhou força definitiva na década de 1980, com o surgimento da “New Wave Of British Heavy Metal”, mas a história do gênero é bem mais antiga. Com relação à mídia, embora o termo “música pesada” (“heavy music”, em inglês) já houvesse sido usado antes (para se classificar o som do Iron Butterfly, por exemplo), a primeira vez que se tem conhecimento que a expressão heavy metal foi realmente usada foi em um review de Mike Saunders sobre o álbum “Safe As Yesterday Is”, do Humble Pie, publicado na revista Rolling Stone em sua edição de novembro de 1970. Musicalmente, o metal começou ainda um pouco antes, com algumas opiniões controversas a respeito disso.

O marco inicial do metal para muitos se deu em 1968, quando os Beatles gravaram “Helter Skelter” em seu famoso e controverso Álbum Branco. Os motivos que dão base a esta tese são muitos: as guitarras saturadas e estridentes, o vocal “berrado”, a própria levada da música… Como se não bastasse, a canção composta por sir Paul McCartney (cujo título pode ser traduzido como confusão, algo fora de controle) foi citada pelo famoso Charles Manson como sua fonte de inspiração (?) para cometer o assassinato de Sharon Tate, esposa grávida do cineasta Roman Polanski, diretor de “O Bebê de Rosemary” – dentre outros disparates que o levaram gradativamente a chegar ao crime, ele acreditava que o quarteto de Liverpool eram os quatro cavaleiros do apocalipse (!!!), e que a letra de “Helter Skelter” representava a batalha do juízo final (!!!!!). Na verdade, a música se refere a um tobogã popular nos parques da Inglaterra, onde se escorregava de forma meio descontrolada, e foi uma espécie de resposta ao The Who, cujo guitarrista Pete Townshend havia dito em uma entrevista que sua canção “I Can See For Miles” era a mais barulhenta já gravada. Mas isso já é assunto para uma outra longa história…

Outros clamam que a semente do metal tem outra origem. Ainda naquele ano, pela primeira vez se usou o termo heavy metal em uma música, na letra da lendária “Born To Be Wild”. Inicialmente, a canção escrita por Mars Bonfire (nome real do guitarrista Dennis Edmonton), quando ainda integrava o The Sparrows, chegou a ser oferecida a outros artistas, como o grupo The Human Expression, mas a honra de gravá-la acabou ficando mesmo para sua nova banda, o Steppenwolf. Tornou-se famosa ao ser escolhida como música tema do filme “Sem Destino” (1969), com Peter Fonda, Dennis Hopper e Jack Nicholson, e seus versos comparavam o barulho da motocicleta a um trovão de metal pesado, “heavy metal thunder”. Relatos do próprio Mars dão conta de que sua inspiração para compor foi um pôster visto em uma vitrine de uma loja em Hollywood, com uma Harley Davidson na estrada e a expressão “Born To Ride” cravada no asfalto.

Há ainda uma terceira corrente, que recai sobre um power trio que tocava mais alto e era mais barulhento do que qualquer banda da época, o Blue Cheer, cujo nome foi retirado de um poderoso tablete de LSD que circulava pela Califórnia naqueles dias. Originalmente um sexteto, após a debandada de metade da banda, os três membros remanescentes Leigh Stephens (guitarra), Paul Whaley (bateria) e Dickie Peterson (baixo e vocal) decidiram aumentar o volume no máximo, para nas apresentações preencher o vazio deixado pelos ex-companheiros. Seu blues-rock extremamente amplificado fez sucesso com uma versão de “Summertime Blues”, de Eddie Cochran, registrada em seu álbum de estréia de 1968, que levava o curioso nome de “Vinceptus Eruptum”, que continha ainda a ótima “Rock Me Baby” e a longa e chapadona “Doctor Please”. Curiosamente, com o decorrer de sua carreira o Blue Cheer foi polindo seu som e diminuindo o volume cada vez mais, num caminho inverso à tendência que o rock seguiria. Alguns hoje classificam o estilo como “stoner rock” (se formos traduzir, rock “chapado”), outros como metal.

Se formos voltar ainda mais um pouco no tempo, temos outros momentos que são lembrados e citados também, como a primeira música a apresentar distorção nas guitarras, “You Really Got Me”, do The Kinks, de 1964 (aquela mesma posteriormente regravada pelo Van Halen em seu disco de estréia). Muitos especialistas chegam até mesmo a elencar o lendário Cream, de Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker, como pais do som pesado (hipótese a ser considerada, principalmente com relação às elétricas performances ao vivo do trio), bem como o próprio The Who, que além de tocar alto, quebrava tudo no palco, literalmente. Mas, por fim, todos os caminhos acabam sempre levando ao mesmo denominador comum, apontando para as três bandas que dão título a esta matéria como os grupos seminais do estilo.

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LED ZEPPELIN

O Led Zeppelin foi uma banda que desde o início já tinha cara de super grupo, afinal era formado pelo ex-guitarrista dos Yardbirds, Jimmy Page, junto ao polivalente e conceituado músico de estúdio John Paul Jones, tendo ainda o exímio John Bonham nas baquetas (com sua incrível capacidade de conciliar peso e swing na medida certa) e a grande revelação Robert Plant nos vocais. Vale lembrar, como curiosidade, que o Zeppelin recebeu seu nome após uma piada dos eternos e saudosos Keith Moon e John Entwistle, do The Who – certo dia, os dois estavam junto a Jimmy Page e Jeff Beck, cogitando a possibilidade de fazerem um som juntos, e em certo momento Moon disse que essa banda decolaria tão bem quanto um balão pesado, onde completou Entwistle: “um zepelim de chumbo”.

Contratados pela Atlantic Records, lançam em 1969 seu début, que levava o nome do próprio grupo e fora produzido pelo próprio guitarrista Jimmy Page (com assistência de Glyn Johns, como engenheiro de som). Já tínhamos nele uma boa amostra do que viria pela frente em sua brilhante carreira: alternavam-se canções com guitarras pesadas e uma forte pegada de bateria, como em “Communication Breakdown”, “Good Times, Bad Times” e “Dazed And Confused”, com belas dobradas de guitarra e baixo, tal qual se ouve na fantástica faixa de encerramento, “How Many More Times”, belos temas acústicos, como “Black Mountain Side”… Havia ainda regravações de temas de blues, como “You Shook Me” e “I Can’t Quit You”, de Willie Dixon. O álbum foi gravado em uma mesa de quatro canais, com os quatro tocando ao mesmo tempo, aproveitando-se do reverb e eco que o estúdio produzia, gerando um som único. Num tom de total reverência, Tom Hamilton, baixista do Aerosmith, disse certa vez: “na primeira vez que ouvi o primeiro álbum do Zeppelin, tive a sensação de que Deus estava saindo pelas caixas de som”. Embora a crítica especializada da época não tenha dado muita bola, foi grande sucesso de vendas.

Como se não bastasse, no mesmo ano ainda chegava às prateleiras outra pedra preciosa que daria continuidade a tudo: “Led Zeppelin II”, produzido novamente por Jimmy Page (agora com Eddie Kramer como engenheiro, notório colaborador de Jimi Hendrix). Alguns seguidores da banda preferem este álbum ao primeiro, afinal ele trazia de cara “Whole Lotta Love”, e tinha ainda no decorrer do disco “Heartbreaker”, “The Lemon Song”, “Living Lovin’ Maid”, “Moby Dick” (com direito ao fantástico solo de bateria de John Bonham), a belíssima balada “Thank You”, “Ramble On”, e “Bring It On Home”, que fechava com chave de ouro. Fã confesso da banda, Steve Vai conta que decidiu tomar aulas para aprender a tocar guitarra quando ouviu pela primeira vez “Heartbreaker”. O álbum foi gravado em vários estúdios diferentes, nos intervalos entre um ou outro show da turnê de seu primeiro trabalho. John Paul Jones cita que muitas das idéias e riffs surgiam no palco, principalmente nos longos improvisos de “Dazed And Confused”. Foi também o primeiro álbum a atingir simultaneamente o número um das paradas nos EUA e na Inglaterra.

O Zeppelin fez história. Praticamente toda sua discografia é tratada como obra-prima. Sobre os músicos, o que mais dizer? Com seus grandes e exóticos arranjos e sua extensa exploração de afinações alternativas, Page logo galgou seu lugar junto aos deuses da guitarra – quem nunca ficou embasbacado ao ouvir seus riffs e solos inspirados, ou ao vê-lo empunhando um arco de violino para tirar sons inimagináveis de seu instrumento? John Paul Jones é admirado cada vez mais por sua versatilidade e capacidade musical, Robert Plant é, sem dúvidas, uma das maiores vozes da história do rock, e John Bonham até hoje é referência para qualquer cidadão que ouse segurar uma baqueta – uma pena que nos tenha deixado tão cedo.

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BLACK SABBATH

Após alguns anos tocando blues em clubes locais sem muito dinheiro ou repercussão, o quarteto da cidade industrial de Birmingham chamado Earth dá uma guinada em sua carreira em 1969. Mudam seu nome para Black Sabbath, inspirados em um filme de terror com Boris Karloff que levava este nome, e passam a apostar numa sonoridade mais arrastada e assustadora. Com sua guitarra SG saturada e cortante, Tony Iommi já demonstrava, desde o início, ser o mestre dos riffs. Ozzy Osbourne podia não ser o melhor vocalista do mundo, mas já era dono de um carisma inigualável. A cozinha formada por Terry “Geezer” Butler e Bill Ward era ainda bastante coesa e inspirada. Foi apenas questão de tempo então até conseguirem se firmar no cenário. Após algumas apresentações com o novo nome e a divulgação de um single (“Evil Woman”), conseguem um contrato com a gravadora Vertigo para lançar seu primeiro trabalho, que fora gravado e mixado em, acreditem, apenas três dias, tendo a produção assinada por Rodger Bain.

Para dar uma atmosfera mais sombria, o ótimo disco de estréia, que levava o próprio nome da banda, foi lançado em uma sexta-feira 13, em fevereiro de 1970. A capa do play já era extremamente assustadora para a época (na época, muitos juravam ser uma foto real de uma bruxa). Ao colocar o vinil para rolar, então, muitos já sentiam todos os calafrios possíveis: a introdução da faixa “Black Sabbath”, que dava início a tudo, com aquele barulho de sino ao fundo de uma chuva torrencial, precedia um riff magistral de guitarra (tocando o que no mundo medieval era chamado de “a escala proibida”, pois se acreditava que aquela sequência de acordes o demônio era invocado). Era de arrepiar até os mais céticos. E quando Ozzy começa a cantar “O que é isso que se depara diante de mim?”… Mas o álbum não se resume apenas a isso, afinal ele tinha ainda outros grandes momentos, como a clássica “N.I.B.” (alguém se arrisca sobre o que significa a sigla?), “The Wizard”, “Wicked World”… A produção crua ajudava ainda mais no clima. A crítica especializada, entretanto, caiu matando. O famoso Lester Bangs (o mesmo que foi retratado no filme “Quase Famosos”) citava em sua resenha: “parece com o Cream, só que muito piorado”. De qualquer forma, conseguiu boa repercussão.

Após alguns shows, o Sabbath voltaria a estúdio ainda naquele mesmo ano. Com várias canções prontas, compostas durante a turnê (como era praxe na época), reúnem-se com o produtor Rodger Bain e, em poucos dias novamente, gravam seu segundo álbum e aquele que, para muitos, é sua melhor obra até hoje. Inicialmente o vinil levaria o nome de “War Pigs”, a clássica faixa que abre o trabalho, num protesto claro contra a guerra do Vietnã – tanto que a capa trazia um soldado estilizado, de capacete, espada e escudo nas mãos. Com medo de alguma represália ou censura, atendem aos pedidos da gravadora e mudam o nome, batizando-o com o título de uma nova canção que, segundo o baterista Bill Ward, foi totalmente composta em pouco mais de vinte minutos no próprio estúdio: “Paranoid”. Compõem o registro, ainda, a psicodélica “Planet Caravan”, a antológica “Iron Man” (e um dos riffs de guitarra mais tocados até hoje na história), a instrumental “Rat Salad”, “Electric Funeral”, “Fairies Wear Boots”… Que discaço, não? Não é à toa que Billy Corgan, do Smashing Pumpkins, declarou: “ouvir os primeiros discos do Black Sabbath foram os momentos mais sublimes da minha vida”. Como não poderia deixar de ser, a carreira do Sabbath daí pra frente engrenou de vez, tendo criado ainda outras grandes obras, seja com Ozzy ou sem ele, até os dias atuais – mesmo usando outro nome, para evitar conflitos judiciais.

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DEEP PURPLE

Embora só tenha conhecido de fato o sucesso em 1970, o Deep Purple já tinha uma boa história pra contar. Formado em 1966, o quinteto trazia em sua formação nos primeiros trabalhos de estúdio os fundadores Ian Paice na bateria, Jon Lord nos teclados e Ritchie Blackmore nas seis cordas, tendo o time completado pelo vocalista Rod Evans e pelo baixista Nick Simper. O nome do grupo, como se sabe, foi retirado de uma antiga canção romântica que a avó de Blackmore gostava bastante. Contratados pela Harvest, gravadora subsidiária da gigante EMI, lançaram três álbuns de estúdio, “Shades Of Deep Purple”, “The Book Of Talesyn” e “Deep Purple”. Tiveram um único e modesto hit, a regravação de “Hush”, de Joe South, que fazia parte de seu primeiro trabalho – que continha ainda covers de “Help!”, dos Beatles, e “Hey Joe”, popularizada por Jimi Hendrix.

Em 1969 ocorre uma mudança crucial no histórico da banda: a entrada dos ex-membros do Episode Six, o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover, substituindo Evans e Simper. Lançam o ousado álbum ao vivo “Concert For Group And Orchestra”, gravado no Royal Albert Hall, já com a nova formação, mas não conseguem muito êxito comercial. Porém nos palcos que sua reputação era cada vez mais elogiada, com comentadas performances elétricas e contagiantes – em especial Blackmore, cada vez mais alucinado e influenciado por Jimi Hendrix, trocando de vez sua velha Gibson Semi-Acústica pela Fender Stratocaster e desenvolvendo gradativamente sua “atuação” nos extensos improvisos instrumentais, onde girava, pisava e jogava para o alto o instrumento. Como estavam prestes a lançar um novo trabalho, com a nova formação, que tal então tentar levar toda essa energia para o estúdio?

Trabalhando junto a jovens engenheiros de som, como Andy Knight, Phil McDonald e Martin Birch (que se tornaria colaborador fixo da banda naquela década, bem como do Rainbow, Whitesnake e Iron Maiden anos depois), o Purple passa a tocar e gravar “ao vivo em estúdio” e aposta suas fichas numa sonoridade mais agressiva e pesada (onde, inclusive, o órgão Hammond de Lord passou a ser ligado simultaneamente em uma caixa Leslie e em um amplificador de guitarras Marshall – ganhando seu som característico e o carinhoso apelido de “A Besta”). Destaque também para as notas altíssimas que podiam ser atingidas por Gillan, além de seu timbre espetacular, e para a ótima cozinha formada por Glover e Paice, fazendo um ótimo pano de fundo para os solos intrincados da dupla Blackmore/Lord. O resultado foi “Deep Purple In Rock”, que veio ao mundo em junho de 1970 e foi uma verdadeira porrada na cara dos mais conformistas.

A abertura ensurdecedora com “Speed King” já era garantia absoluta para incomodar qualquer vizinhança. A épica “Child In Time” até hoje é considerada uma de suas melhores músicas. Isso tudo sem falar em “Bloodsucker”, “Into The Fire”, a empolgante “Flight Of The Rat”, “Living Wreck” e a pesadíssima “Hard Lovin’ Man” (“dedicada” a Birch). Complementando tudo, uma capa inesquecível, com os rostos dos integrantes da banda substituindo os presidentes americanos no monte Rushmore. Ah sim, faltou ainda falar de “Black Night”, que havia sido lançada paralelamente como single e foi um hit absoluto, mas ficou de fora do álbum por causa da limitação de espaço enfrentada em tempos de vinil. “In Rock” merece o status de obra-prima, sem dúvida. Bruce Dickinson, por exemplo, já afirmou diversas vezes que este é seu disco favorito de todos os tempos. Jon Lord sempre cita-o como o melhor trabalho do Purple.

Mas o álbum não é uma unanimidade como o melhor disco da banda entre os fãs do quinteto: para a maioria o título fica com “Machine Head”, lançado dois anos depois (entre eles houve ainda o ótimo “Fireball”). O famigerado álbum gravado no saguão de um hotel abandonado em Montreux, na Suíça, com um estúdio móvel dos Rolling Stones, traz uma relação de sete músicas que falam por si próprias: “Highway Star”, “Pictures Of Home”, “Maybe I’m a Leo”, “Never Before”, “Smoke On The Water”, “Space Truckin’” e “Lazy”. Clássico absoluto e incontestável do rock and roll. Existe alguém no mundo que já teve uma guitarra nas mãos e nunca tentou tocar o riff de “Smoke On The Water”? O curioso é que a canção, uma espécie de diário de bordo resumido das gravações, inicialmente não foi a grande aposta do disco. Tanto que o primeiro single foi “Never Before”, que trazia em seu lado B a bela “When a Blind Man Cries”, executada até hoje nos shows da banda. Produção da própria banda, mais uma vez, sob a tutela de Martin Birch. Foi nesta turnê que o Purple gravou o antológico álbum ao vivo “Made In Japan”, outro álbum obrigatório de sua extensa discografia.

40 ANOS DE METAL

40 anos. Mesmo não sendo mais criança e já tendo cabelos grisalhos, o heavy metal continua aí, incomodando muita gente e sendo fonte de alegrias e inspiração para os seus milhões de fãs e seguidores ao redor do mundo. E mesmo com sua data de aniversário correta ainda gerando divergências e debates, é um fato a ser celebrado, com o volume bem alto, e com as mãos para o alto, fazendo os indefectíveis “chifres” do “mallochio”, tão difundido por Ronnie James Dio (essa já é mais uma outra história…).

Para encerrar, fica uma sugestão ao leitor: caso ainda não tenha assistido, vale a pena ver o excelente documentário “Metal – Uma Jornada Pelo Mundo do Heavy Metal”, de Sam Dunn e Scot McFadyen, que traça e explora uma verdadeira árvore genealógica do gênero. E aos leitores mais jovens: se por um acaso você ainda não tem nenhum dos citados registros em sua humilde coleção, ou nunca sequer ouviu nenhum deles, trate de recuperar este tempo perdido… Compre, empreste, grave, faça um download, mas não fique jamais sem conhecer estas verdadeiras enciclopédias do rock.

P.S.: Pra matar de vez a dúvida, a sigla “N.I.B.” não significa “Nativity In Black”, como a maioria acha que seja, principalmente depois do lançamento de dois tributos ao Black Sabbath levando este nome. De acordo com Tony Iommi, o título foi simplesmente uma referência à barbicha que Bill Ward tinha, e que se parecia com a ponta de um pincel fino, daqueles usados pelos artistas plásticos para assinar seus quadros, cujo nome em inglês é “pen-nib”. Como o “tinhoso” popularmente é conhecido por ostentar um cavanhaque parecido, e a canção é escrita do ponto de vista dele, criou-se a misteriosa sigla para atiçar as mentes dos ouvintes.

Fontes de pesquisa para a matéria: Wikipedia, Whiplash, Rolling Stone, LedZeppelin.com, BlackSabbath.com, Deep-Purple.com

Muito Obrigado Pelas 1.093 Visitas Do Mês De Setembro

Postado em Uncategorized em outubro 1, 2009 por ruivb

Galera, quero agradecer às 1.093 visitas desse mês que passou. Não deu pra eu postar sempre como eu costumo fazer, mas mesmo assim gostei da participação e dos comentários de vocês. Valeu mesmo e para começar bem o mês de outubro, aqui vai uma matéria muito interessante do site Whiplash contando as origens do heavy metal, acompanhem o próximo post.

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